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Uma Viagem pelas Maravilhas do Porto, do Douro e do Verde

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Embarque numa viagem pelo Douro vínico com paisagens arrebatadoras.

Catarine Martins

Catarine Martins

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O Douro, grandioso na sua incomparável beleza, é um destino de excelência quando pensamos em vinho. Mas não só. É que, para além do delicioso néctar de Baco produzido na região duriense, também a cultura, as paisagens, as gentes, a gastronomia e o ar puro fazem do Douro um lugar ímpar no mundo. E que, por isso, vale muito a pena visitar.

Assim, e como sempre acontece com os sítios especiais, também o Douro convida a passeios que se prolongam nas horas (é fácil nem darmos por elas a passar) e a momentos relaxantes, de cálice de Porto na mão. Pelo que, hoje, vamos levá-lo a viajar por um roteiro vínico que se funde com as paisagens de cortar a respiração e, claro, com a tradição de uma das mais antigas regiões do país.

 

O Douro e a origem do vinho

É difícil precisar quando surgiram as primeiras videiras no Vale Encantado, mas sabe-se que há vestígios da sua existência desde há cerca de dois ou três mil anos. Com efeito, foi a ocupação romana da região a principal responsável pelo desenvolvimento do cultivo da vinha. Mas, pensa-se que também os visigodos e muçulmanos (que a ocuparam) cultivaram as vinhas do Vale Duriense.

Contudo, foi apenas no século XIV que o comércio do vinho da região verdadeiramente se desenvolveu. Na época, as pipas de Vinho do Porto eram transportadas em barcos rabelo em direção às Caves, em Gaia (onde o vinho envelhece).

Ou seja, é impossível falar do Douro sem falar do vinho uma vez que, para além de ser o principal motor da economia da região, faz também parte da História e da cultura de um povo, sobretudo das gentes durienses, tendo conseguido afirmar-se além-fronteiras.

 

Os vinhos do Douro que tem de conhecer

Atualmente, para além do vinho do Porto, na região do Alto Douro Vinhateiro produzem-se também o Vinho Moscatel, os vinhos do Douro e os vinhos verdes (paredes meias já com o Minho).

O vinho do Porto tem 6 variedades diferentes, mas todas elas absolutamente deliciosas:

  • Ruby: como o próprio nome indica é um vinho de cor avermelhada, e que envelhece cerca de dois a três anos em pipas de carvalho, tendo um travo a ameixas e frutos silvestres o que o torna um vinho único (e maravilhoso).
  • Tawny: Com travo a frutos secos, como nozes ou amêndoas, e de cor dourada, este vinho depois de amadurecer em pipas de carvalho, é colocado em barricas de carvalho, de forma a ter um maior contacto com a madeira e o oxigénio.
  • Branco: Sim, leu bem. Há Vinho do Porto Branco. Produzido a partir de uvas brancas, envelhece em carvalho cerca de dois ou três anos assumindo-se, portanto, como um vinho jovem e frutado.
  • Rosé: Embora alguns afirmem não se tratar de um verdadeiro Porto, a verdade é que o Porto Rosé tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos, um pouco por todo o mundo. Nascido pela mão da Casa Croft, este é um vinho de tonalidade rosada, suave e fresco que casa bem com os dias de verão, sobretudo como refresco ou aperitivo.
  • LBV (Late Bottled Vintage): Estes vinhos caracterizam-se por serem produzidos a partir de colheitas excecionais. Com cor avermelhada intensa e travo frutado, envelhecem em madeira cerca de quatro a seis anos. Se nunca provou este vinho, não sabe mesmo o que está a perder.
  • Vintage: Provavelmente, já ouviu falar do Vinho do Porto Vintage. Produzido a partir de uma única colheita com uvas selecionadas, envelhece na garrafa, depois de amadurecer em madeira por cerca de dois anos. Com aroma frutado e qualidade excecional, este é um vinho que todos têm que provar, pelo menos uma vez na vida.
O vinho do Porto tem 6 variedades diferentesO vinho do Porto tem 6 variedades diferentes
As Caves, onde o vinho envelheceAs Caves, onde o vinho envelhece

Para além do Vinho do Porto, também os vinhos tranquilos (não fortificados) produzidos na região demarcado do Douro - os DOC Douro - assumem hoje um papel preponderante na economia da região. Para além dos tintos, deliciosos, também os rosés e os brancos têm vindo a revelar-se um sucesso de vendas (quer a nível nacional, quer a nível internacional).

Igualmente, o Vinho Moscatel - produzido na encantadora aldeia duriense de Favaios - é um néctar dos Deuses. Produzido a partir da uva moscatel, tem um sabor doce, com travo a mel e compotas, e uma cor dourada brilhante, onde as notas de laranja estão, claramente, em evidência. Este vinho é, portanto, mais um dos tesouros que tem nos socalcos do Douro - prova da comunhão entre Homem e Natureza - o seu berço.

Por isso, nada melhor do que visitar uma das mais emblemáticas quintas produtoras de Vinho Moscatel para não só saborear o magnífico vinho, como contemplar as paisagens de cortar a respiração que fazem do Douro um lugar especial.

Por último, mas não menos importantes, os vinhos verdes são produzidos ainda nas margens do Rio Douro, mas já às portas do verde Minho, qual ode à Natureza verde e esplendorosa. Apesar de não serem tão populares, vale muito a pena provar estes vinhos que têm vindo a conquistar paladares e prémios, um pouco pelos quatro cantos do mundo.

 

Descobrindo um Douro Encantado com sabor a vinho

Como vê, o Vale Encantado do Douro é sinónimo de vinhos de excelência. E, se é certo que é bom saboreá-los em casa, é ainda melhor prová-los com vista para as magníficas paisagens durienses, enquanto se passeia pelo Vale e se trocam palavras com as simpáticas gentes da terra. E se visitam as emblemáticas quintas produtoras de vinho que, de geração em geração, vão escrevendo uma história de sucesso.

Assim, nada melhor do que embarcar connosco numa viagem inesquecível, rumo a uma das mais belas regiões do nosso país. No nosso programa de três dias - Segredos do Douro e Tâmega -, vamos levá-lo até ao coração do Douro, visitando algumas das mais emblemáticas quintas da região.

Começamos com uma visita a uma conhecida quinta na zona da Régua (capital do Alto Douro Vinhateiro), onde haverá prova de vinhos com direito a uma magnífica vista, para apreciar sem pressa. Com o cair do dia, vamos levá-lo até um hotel de charme para que possa usufruir de um delicioso jantar com sabores tradicionais e descansar.

No segundo dia, a manhã começa com uma arrebatadora visita ao tão opulento quanto maravilhoso Palácio de Mateus. Para além do interior da casa (que irá visitar) e dos jardins (que não resistirá a fotografar), é aqui que ainda hoje se produz um dos mais famosos vinhos Rosé do país.

Depois de deliciada a vista e o paladar, é tempo de subir a bordo de um Cruzeiro no Douro em tradicional barco rabelo, rumo ao Tua. Navegar pelas águas plácidas do Rio Douro é uma das melhores experiências que irá viver. Para além de sentir o ar puro e a paz da região, terá oportunidade de observar paisagens arrebatadoras que não poderia contemplar de outro modo (uma vez que só se vêm do rio).

O Palácio de MateusO Palácio de Mateus
Cruzeiro no Douro em tradicional barco rabeloCruzeiro no Douro em tradicional barco rabelo

E porque o Douro é feito de sabores, seguimos para um Lagar de Azeite onde poderá provar azeite feito no Douro e vinho e mel. É que, por mais que o Vinho do Porto seja o protagonista, há muitos outros tesouros para descobrir nesta belíssima região a norte.

O Vinho Moscatel é um deles. E por isso, vamos levá-lo até uma das mais importantes quintas produtoras deste delicioso néctar. Para além de poder desfrutar de uma prova de vinhos assistida por enólogos - desejosos de partilhar tudo sobre os vinhos da região e de satisfazer todas as suas curiosidades -, terá ainda tempo para demorar-se nos magníficos jardins que mais parecem saídos de um qualquer quadro de um artista de renome, tamanha a sua beleza.

Também a gastronomia duriense, regada a bom vinho, é uma das preciosidades do Douro e, por isso, terá oportunidade de provar os sabores típicos confecionados em potes de ferro. Não há quem vá ao Douro e resista a iguarias como o cabrito ou a Bôla de Lamego. Por isso, vá preparado para comer bem.

O último dia está reservado para um passeio pela região do Vinho Verde, com visita ao centro histórico de Amarante e aos principais monumentos, e almoço vínico num dos mais charmosos hotéis da região. Amarante é uma cidade encantadora, por isso prepare-se para tirar muitas fotografias.

Como está bom de ver, serão três dias fantásticos onde não só aprenderá mais sobre os vinhos do Douro, como poderá usufruir de algumas das mais bonitas paisagens que alguma vez viu. Sempre com muita alegria, animação e iguarias de comer e chorar por mais.

 

Sim, o Douro não é só rico em vinho. Os sabores, as gentes alegres, os vinhedos a perder de vista, as tradições, o Rio Douro serpenteando os socalcos e as paisagens arrebatadoras fazem dele um lugar que vale muito a pena visitar.

Por isso, venha daí visitar o Douro e viva uma das melhores experiências da sua vida!

 

Catarine Martins

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