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O Espírito Duriense: Cruzeiros para Estar Perto da Tradição

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Embarque numa aventura de tradição, vinho e paisagens arrebatadoras.

Catarine Martins

Catarine Martins

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O Douro, dono de uma beleza ímpar, é um destino cheio de tradições, onde o vinho, a gastronomia, as gentes e as próprias paisagens impressionam nacionais e estrangeiros.

Classificado como Património Mundial pela UNESCO em 2001, o Alto Douro Vinhateiro oferece paisagens únicas e absolutamente incríveis. Aliás, não foi por acaso que Miguel Torga descreveu a região duriense como “um excesso de natureza”.

Com efeito, o Vale Encantado é uma das zonas mais bonitas do país. Os socalcos - prova da comunhão entre o Homem e a Natureza - e o Rio Douro que, calmamente, os serpenteia, resultam num quadro natural de cortar a respiração, de que queremos fazer parte. E que vale muito a pena contemplar de cálice de Porto na mão. Afinal, aqui não há pressa. O tempo corre ao compasso da natureza.

 

O Douro das paisagens arrebatadoras e das tradições

A par das maravilhosas paisagens e do ar puro que se respira no Douro - fruto da natureza circundante e do seu microclima - o vinho é, como já se sabe, o ex libris da região. O mais famoso é o Vinho do Porto, mas são vários os outros vinhos do Douro produzidos na região. Entre eles conta-se o Moscatel que, produzido na zona de Favaios e Alijó, é absolutamente delicioso, qual néctar dos deuses, conquistando todos os que o provam. Se nunca experimentou, está na altura de provar.

Por falar em Favaios, esta encantadora e antiga aldeia vinhateira (a sua História remonta à Idade do Ferro) é palco de deliciosas tradições: para além do vinho Moscatel Galego Branco, também o pão (de comer e chorar por mais) é protagonista por aqui. Tanto que o Museu do Pão e do Vinho é de visita obrigatória para todos aqueles que visitem Favaios. E, bem assim, a Quinta da Avessada onde os magníficos jardins convidam a passeios sem pressa, e a fotografias para mais tarde recordar. Ao longe, avista-se o Rio Douro e os Cruzeiros que por lá navegam.

E, é claro, ir ao Douro sem fazer um Cruzeiro é como ter uma visita incompleta que sabe, definitivamente, a pouco. A experiência de observar as magníficas paisagens a partir do plácido Rio Douro é não só única como inesquecível. Aliás, são várias as paisagens apenas possíveis de contemplar a partir do rio. Fazer um Cruzeiro no Douro é mais do que um simples passeio. É a garantia de entrar no coração de uma região onde tradição e beleza natural se fundem, numa simbiose tão bonita quanto perfeita.

Deste modo, embarcar num Cruzeiro que alie as magníficas paisagens à tradição é a certeza de ver o Douro com outros olhos e de apreciar a região como um local. Pelo que, preparámos o programa perfeito para que sinta isso mesmo: chama-se “Experiências no Douro” e promete ser uma experiência inesquecível, que guardará para sempre na memória e no coração.

 

Viva as melhores experiências no Douro e torne a visita inesquecível!

O passeio inclui a chegada ao Vale Encantado e a prova dos deliciosos produtos típicos da região (que conquistam sem pudor o paladar e o estômago).

No transfer até ao Pinhão, iremos percorrer a mais bela estrada do mundo, a N222. Esta estrada é circundada por vinhedos e olivais a perder de vista e é a prova de que Homem e Natureza podem conviver juntos, num quadro tão belo quanto entusiasmante. Afinal, o cinza do alcatrão não destoa do verde da vegetação nem do azul do rio. Faz parte dele, dando-nos a oportunidade de chegar da Régua ao Pinhão sempre com vistas de cortar a respiração.

Tal como a estrada, também o Pinhão é uma bonita surpresa, para todos aqueles que nunca visitaram a região. Bem no coração do Douro, a vila faz parte da História do Douro e do Vinho do Porto. Afinal, era dali que saía (e ainda sai) quase todo o Vinho da região.

A encantadora estrada N222A encantadora estrada N222
O Pinhão, uma das jóias do Douro VinhateiroO Pinhão, uma das jóias do Douro Vinhateiro

Primeiramente, as pipas partiam nos barcos rabelos rumo às caves de Vila Nova de Gaia. Depois, em vagões, a partir da estação ferroviária. Falando na estação ferroviária, é mesmo de visita obrigatória. Construída no século XIX está toda forrada a azulejos, cujas ilustrações representam o processo de produção do Vinho do Porto. Alguns dos processos representados já passaram à história, é verdade, mas mostram-nos como tudo começou, fazendo-nos ter orgulho deste pequeno paraíso a norte.

Acresce que a vila foi também pioneira no que diz respeito à rede elétrica e iluminação pública, tendo sido a primeira freguesia do distrito de Vila Real a ter telefone, correio e água canalizada.

Assim, o nosso passeio continua no Pinhão, com embarque no Cruzeiro até à Romaneira em barco tradicional rabelo. Como lhe dissemos acima, estes barcos são os que outrora transportavam as pipas de vinho desde o coração do Alto Douro Vinhateiro até às caves, em Vila Nova de Gaia. Prepare a máquina fotográfica porque são várias as paisagens que irá querer eternizar (e mostrar aos amigos nas redes sociais).

O barco rabelo, uma embarcação portuguesa, típica do Rio Douro O barco rabelo, uma embarcação portuguesa, típica do Rio Douro
O Vinho é o êxito inconfundível da regiãoO Vinho é o êxito inconfundível da região

Segue-se a ida até à bonita aldeia de Favaios e a visita a uma das mais emblemáticas quintas da região duriense onde, para além de poder contemplar as magníficas paisagens, irá deliciar-se com uma prova de vinhos assistida por enólogos. Terá aqui uma oportunidade única para tirar dúvidas e esclarecer todas as curiosidades sobre alguns dos mais famosos vinhos do mundo.

E, porque tão importante quanto os vinhos é a gastronomia duriense, o almoço é tradicional, confecionado em potes de ferro. Como provavelmente saberá, a região do Douro é também conhecida pelos seus deliciosos pratos típicos como o cabrito assado em forno de lenha, o javali estufado, a bôla de carne ou o coelho com míscaros (entre outros). Quem prova quer sempre voltar.

Depois do almoço, é hora de visitar o Museu do Pão e do Vinho e de provar o pão de Favaios na Padaria da aldeia. Delicie-se com o trigo de “quatro cantos” ou com a bola de carne que fazem parte da tradição e são mesmo de comer e chorar por mais. Não se admire se alguém meter conversa. Os rostos do Douro gostam de visitas e de saber mais sobre quem os visita.

A bela aldeia de Favaios, conhecida pelo seu vinho moscatelA bela aldeia de Favaios, conhecida pelo seu vinho moscatel
O Museu do Pão e do Vinho, que conjuga duas riquezas locaisO Museu do Pão e do Vinho, que conjuga duas riquezas locais

Como vê, o Douro está à sua espera com as suas gentes afáveis, tradições seculares e paisagens arrebatadoras. E, porque é daqueles sítios a que vale sempre a pena voltar, embarque connosco nesta aventura e viva momentos inesquecíveis, de encher a alma e o coração.

Catarine Martins

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