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As Seis Pontes Sobre o Rio Douro

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Descubra as encantadoras pontes que constituem o pacote turístico mais popular no Rio Douro!

Marta Afonso

Marta Afonso

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Sem dúvida nenhuma que o Cruzeiro das Pontes é um dos pacotes mais populares do Turismo no Porto. Podemos afirmar sem qualquer hesitação que não há turista no Porto que não faça este belo cruzeiro.

De facto, muitos afirmam que é a partir do Rio que se tem a vista mais bonita da cidade. Não podemos dizer com certeza se é verdadeiramente a vista mais bonita mas, uma viagem pelas margens do Porto e Vila Nova de Gaia é uma experiência única que não vai querer perder!

Neste belo passeio de barco, irá deslumbrar-se com as seis magníficas pontes que atravessam o Rio Douro. Com histórias e factos peculiares, são belas e mundialmente famosas. Conheça, assim, as maravilhosas estruturas que ligam (ou já ligaram) as duas margens do Douro!


Um pouco da História das Pontes sobre o Rio Douro

Antigamente, a travessia entre as margens do Porto e Vila Nova de Gaia fazia-se com recursos a barcos, jangadas, barcaças ou batelões. No entanto, sentiu-se a necessidade de existir uma travessia permanente entre as duas margens do Douro para circulação de pessoas e mercadorias. Assim nasceu Ponte das Barcas, em 1806. Esta ponte era constituída por 20 barcas ligadas por cabos de aço e podia abrir-se, de forma a dar passagem ao tráfego fluvial.

Contudo, rapidamente se registou um aumento do tráfego, facto que exigiu a construção de uma nova ponte. Construiu-se, assim, em 1843, a famosa Ponte Pênsil. Esta ponte suspensa apenas foi desativada após a abertura da Ponte D. Luís I, em 1886, localizada mesmo ao seu lado, que se constitui hoje em dia como a ponte mais antiga da cidade do Porto que permanece em atividade.

A Ponte D. Luís I (ou D. Luiz I, de seu verdadeiro nome) é a ponte mais icónica do Porto e uma das mais famosas em Portugal. De estrutura metálica e com dois tabuleiros, foi construída entre 1881 e 1888 (ano em que foi finalizado o segundo tabuleiro) e projetada por Teófilo Seyrig, um dos discípulos de Gustave Eiffel. O arco de ferro desta ponte é considerado o maior arco do mundo em ferro forjado.

Mas quando atravessamos o Rio Douro a bordo de um fantástico cruzeiro, reparamos que a Ponte D. Luís não é a ponte mais antiga da cidade. A Ponte Maria Pia, construída entre 1876 e 1877 pela empresa de Gustave Eiffel, foi a primeira ponte ferroviária a unir as duas margens do Douro. Dotada de uma só linha – o que obrigava à passagem de uma composição de cada vez, a uma velocidade que não podia ultrapassar os 20km/h e com cargas muito limitadas – no último quartel do século XX tornou-se evidente que esta ponte já não respondia de forma satisfatória às necessidades. Ainda se consegue observar a imponência desta ponte, mas encontra-se desativada.

Para dar uma resposta mais efetiva às ligações ferroviárias, construiu-se, então, a Ponte São João. Projetada por Edgar Cardoso, a sua construção foi iniciada em 1984 e só foi inaugurada em 1991, após sucessivos adiantamentos na conclusão e com uma derrapagem financeira justificados pela sua elevada complexidade técnica. Ao contrário da maior parte das pontes, esta não é em arco, mas em pórtico múltiplo contínuo, de pilares verticais e com três vãos. Apesar de, na altura, alguns peritos terem considerado um pouco precoce a sua inauguração, esta infraestrutura ferroviária continua a transportar a Linha do Norte sobre o Rio Douro. 

Para além da Ponte São João (ferroviária) e da Ponte D. Luís I (circulação rodoviária e do Metro do Porto), mais três pontes ativas ligam, atualmente, as duas margens do Douro. A Ponte da Arrábida foi inaugurada em 1963 e foi projetada por Edgar Cardoso. Na altura da sua construção tinha o maior arco em betão armado de qualquer parte do mundo. Com um vão de 270m, atinge 70m acima do nível médio das águas. Apesar da construção, mais tarde, da Ponte do Freixo, a Ponte da Arrábida continua a ser a principal ligação entre a cidade do Porto e a margem sul do Douro.

Das pontes que ligam o Porto a Vila Nova de Gaia, a Ponte do Freixo é a que está mais a montante do rio. Foi construída na tentativa de minimizar os congestionamentos ao trânsito automóvel vividos nas Pontes da Arrábida e D. Luís I, particularmente notórios desde final da década de 80. Sendo um projeto da autoria do Professor António Reis, foi inaugurada em 1995, e comporta característica interessantes: trata-se, na verdade, de duas pontes construídas lado a lado e afastadas 10 cm uma da outra. Tem, atualmente, oito vias de trânsito e destina-se, exclusivamente, ao trânsito rodoviário.

Finalmente, a Ponte do Infante, é a ponte mais recente a ligar as duas margens do Rio Douro. Batizada em honra do portuense Infante D. Henrique, foi construída para substituir o tabuleiro superior da Ponte D. Luís I, entretanto convertido para uso do Metro do Porto. Construída em plena zona histórica, liga o pitoresco Bairro das Fontaínhas à famosa Serra do Pilar (onde se pode observar uma das mais bonitas vistas sobre o Porto). Inaugurada em 2003 e da autoria de Adão da Fonseca, esta ponte à cota alta é considerada por muitos especialistas mundiais como uma das mais esbeltas nesta tipologia de pontes.

A melhor forma de conhecer o Rio Douro

Agora que já conhece as seis Pontes do Rio Douro, faça-lhes uma visita. No nosso Cruzeiro das Pontes, atravessará 5 incríveis pontes (Arrábida, D. Luís I, Maria Pia, São João, Infante) e observará a Ponte do Freixo (uma vez que o leito do Rio estreita nesta zona, não seria possível os barcos atravessarem a ponte e regressarem em 50 minutos). 

Este percurso é efetuado em Barco Rabelo, para conseguir usufruir ao máximo de uma experiência típica. Para além disso, será acompanhado pelo nosso Guia, para ficar a saber mais informações sobre as pontes, as margens e os monumentos icónicos que se vislumbram a partir do Rio Douro.

Aprecie a beleza da cidade Invicta a bordo dos nossos cruzeiros!

Marta Afonso

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